Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, foi chamada de “vagabunda” e “assassina” por populares ao chegar ao local; faca usada no crime foi localizada com auxílio de luminol
BELO HORIZONTE — O duplo latrocínio que assustou a capital mineira na última semana está sendo reconstituído pela Polícia Civil de Minas Gerais nesta quarta-feira (8), com a participação da principal suspeita, que está presa. Ao chegar algemada ao local, na região Centro-Sul de BH, a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, foi xingada de “vagabunda” e “assassina” por pessoas que estavam presentes e por vizinhos nas janelas.
O advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram mortos na segunda-feira da semana passada (29) pela diarista.
A reconstituição
A reconstituição no apartamento onde ocorreu o crime, no Bairro São Pedro, é um dos últimos passos do inquérito que deverá indiciar Paola por duplo latrocínio. O procedimento começou por volta das 13h30 e é acompanhado por membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), que monitoram a ação policial.
Vizinhos e curiosos, além da imprensa, assistem à intensa movimentação da polícia no local.
O crime
Segundo a investigação, Paola trabalhava pela primeira vez na residência quando decidiu atacar o casal. A Polícia Civil sustenta que ela levou comprimidos de clonazepam até o imóvel, dopou as vítimas, esperou que elas perdessem a capacidade de reação e, em seguida, as matou com dezenas de facadas antes de fugir levando joias, relógios de luxo, R$ 18 mil em espécie, celulares e outros objetos.
Após deixar o apartamento, a diarista ainda tomou banho, vestiu roupas da idosa e saiu caminhando normalmente até a portaria do edifício.
Localização da faca
Às vésperas da reconstituição, a Polícia Civil anunciou uma das descobertas mais importantes do caso: a localização da faca utilizada nos assassinatos. A arma foi identificada durante uma nova perícia realizada no apartamento do casal na terça-feira (7). Com auxílio de luminol — reagente químico capaz de revelar vestígios de sangue invisíveis a olho nu —, os peritos analisaram diversas facas da cozinha até localizar aquela usada no crime.
Prisão
Paola foi presa na última quinta-feira (2), durante tentativa de fuga que envolveu um filho de 6 anos. A diarista, que não tinha passagens pela polícia e foi indicada às vítimas por um parente, agora é suspeita de ter feito mais roubos sem nunca ser descoberta.
O caso segue em andamento, e novas informações serão divulgadas assim que forem liberadas pelas autoridades competentes.








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