BRASÍLIA (DF) — Um levantamento do governo federal revelou que aproximadamente 47,3% do volume de produtos exportados pelo Brasil com destino aos Estados Unidos estão sujeitos a algum tipo de tarifa de importação ou barreira comercial.
O dado expõe os desafios enfrentados por exportadores brasileiros no comércio bilateral com a maior economia do mundo e serve de base para as ações da diplomacia comercial do país.
IMPACTO POR SETORES
Segundo a apuração econômica, a incidência das alíquotas afeta diretamente setores estratégicos da pauta de exportações brasileira:
Siderurgia e Metalurgia: Sofrem com cotas rígidas e sobretaxas sobre o aço e o alumínio.
Produtos Industrializados: Enfrentam alíquotas que reduzem a competitividade de manufaturados brasileiros em relação a concorrentes locais ou asiáticos.
Agronegócio: Produtos específicos encontram barreiras tarifárias e sanitárias que limitam o volume das remessas.
NEGOCIAÇÕES E COMÉRCIO EXTERIOR
Diante dos números, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), busca intensificar as rodadas de negociação com Washington para solicitar regimes de exceção, revisão de cotas e acordos de facilitação de comércio.
Especialistas em comércio internacional apontam que a redução dessas barreiras tarifárias é essencial para aumentar a margem de lucro das empresas brasileiras e estimular o superávit da balança comercial do país.









Comentários