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RIO DE JANEIRO (RJ) — Uma aeronave comercial precisou arremeter o procedimento de pouso no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, após a presença e queda de um balão não guiado nas imediações da pista de pouso e decolagem.

A manobra, considerada um procedimento padrão e seguro na aviação para arremeter o voo diante de obstáculos e riscos na trajetória de aproximação, foi realizada sem intercorrências pelos pilotos.

RISCO À SEGURANÇA OPERACIONAL

A presença de balões no perímetro aeroportuário representa uma grave ameaça à navegação aérea. A colisão com a estrutura da aeronave ou a sucção de materiais pelas turbinas pode causar falhas mecânicas severas, incêndios ou acidentes de grandes proporções.

Após a realização do procedimento de segurança e a verificação do espaço aéreo pelos controladores, a aeronave pousou com segurança.

CRIME E LEGISLAÇÃO

A prática de fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios é tipificada como crime ambiental (Artigo 42 da Lei nº 9.605/1998) e também enquadrada no Artigo 261 do Código Penal Brasileiro, por expor a perigo embarcação ou aeronave.

As penas previstas incluem detenção e pagamento de multa, além de sanções administrativas pelos órgãos de fiscalização de tráfego aéreo.

Jessica Machado
Bacharel em Direito e jornalista, apaixonada por comunicação e por contar histórias que fazem a diferença.

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