RIO DE JANEIRO (RJ) — O Brasil perdeu nesta terça-feira (22) um dos pilares de seu jornalismo e de sua literatura. Morreu aos 95 anos o escritor, cronista e jornalista Zuenir Ventura. Nascido em Além Paraíba (MG), Zuenir construiu uma trajetória brilhante nas redações dos principais jornais e revistas do país, cobrindo momentos cruciais da história política e cultural brasileira, especialmente durante o período da ditadura militar.
Sua atuação profissional foi marcada pelo rigor investigativo, pela defesa intransigente da democracia e por uma prosa elegante e sensível.
Legado Literário e Cobertura Histórica
Zuenir Ventura eternizou-se na memória nacional ao lançar, em 1988, o livro “1968: O Ano Que Não Terminou”, considerado uma obra-prima do jornalismo-literário que retrata os sobressaltos políticos e comportamentais daquele período turbulento. Ao longo de sua carreira, recebeu diversos prêmios Esso e Jabuti, além de ocupar a cadeira nº 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 2014.
Colegas de profissão, autoridades e intelectuais manifestaram profundo pesar pela partida do mestre, exaltando sua generosidade intelectual, seu faro jornalístico apurado e sua incansável contribuição para a liberdade de expressão e a cultura nacional.








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