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MENDOZA — Conhecido por liderar o maior império de luxo do planeta — o grupo LVMH, detentor de marcas como Louis Vuitton, Moët & Chandon e Hennessy —, o bilionário francês Bernard Arnault continua reforçando suas apostas no setor vitivinícola da América do Sul. Na Argentina, o foco das operações de alta gama é expandir o portfólio para além da emblemática uva Malbec.

A estratégia visa explorar o potencial de altitude e o microclima da região de Mendoza e arredores para produzir rótulos de classe mundial a partir de outras variedades.

DIVERSIFICAÇÃO E ALTA GAMA

Embora a casta Malbec seja o grande símbolo do vinho argentino no exterior, a visão do grupo liderado por Arnault busca provar que o solo argentino é capaz de entregar complexidade ímpar em uvas como Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Chardonnay.

A união entre a tradição dos grandes châteaux franceses e o terroir único da Cordilheira dos Andes tem resultado em vinhos de alta pontuação e grande valor agregado, voltados ao público consumidor de super luxo.

POSICIONAMENTO GLOBAL

O investimento contínuo reafirma o papel da América Latina no mapa dos grandes vinhos finos mundiais. Ao colocar a chancela de um dos grupos mais valiosos do mundo na vitivinicultura argentina, Bernard Arnault não apenas eleva o padrão de exigência da região, como abre portas para que novos estilos de vinhos sul-americanos conquistem os colecionadores e adegas mais prestigiadas do planeta.

Jessica Machado
Bacharel em Direito e jornalista, apaixonada por comunicação e por contar histórias que fazem a diferença.

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