O desaparecimento de duas mulheres que chocou os moradores do litoral paulista teve um desfecho trágico e misterioso neste fim de semana. Ieda Aparecida Simplicio, de 62 anos, e Fabiana de Fátima Nogueira, de 47, que estavam desaparecidas há nove dias, foram encontradas mortas em uma região de mata no bairro Samaritá, em São Vicente (SP). O caso ganhou contornos ainda mais intrigantes: junto aos corpos das vítimas, a polícia localizou parte de um crânio humano.
O casal, que residia em Praia Grande (SP), havia sumido na noite do último dia 9 de julho. De acordo com informações oficiais registradas pelas autoridades policiais, os corpos já se encontravam em avançado estado de decomposição, o que impediu a identificação imediata das causas das mortes no próprio local do crime.
O Último Passo das Vítimas e o Alerta da Família
Ieda e Fabiana trabalhavam realizando entregas por meio de aplicativos de transporte e mantinham uma rotina regular. O sinal de alerta foi dado no dia 10 de julho, quando ambas não compareceram ao trabalho e deixaram de responder às tentativas de contato de familiares, permanecendo com os telefones celulares desligados.
Segundo relatos de parentes que viviam com o casal, as duas passaram o dia 9 na companhia de familiares e, posteriormente, foram até a residência de uma amiga, onde permaneceram até por volta das 23h. Ao se despedirem, as mulheres informaram apenas que precisavam sair para “resolver algumas coisas”.
O rastro digital aponta que as últimas mensagens visualizadas pelo casal em aplicativos de conversa ocorreram às 23h37 daquela mesma noite. Testemunhas locais afirmaram ter visto o carro das vítimas circulando pelo bairro Samaritá, em São Vicente, ainda durante a madrugada do desaparecimento.
Após dias de buscas intensas, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados para averiguar uma área de mata densa em São Vicente, onde os corpos foram finalmente ocultados. Familiares que acompanhavam a força-tarefa de buscas reconheceram as vítimas no local.
A grande incógnita da investigação, agora sob os cuidados da Polícia Civil, gira em torno da presença de um terceiro elemento na cova: uma parte de um crânio humano que não pertencia a nenhuma das duas mulheres.
A equipe de perícia técnico-científica foi mobilizada e realizou a remoção dos restos mortais e da ossada extra para análises laboratoriais. Os corpos de Ieda e Fabiana foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames necroscópicos detalhados, fundamentais para determinar se a morte foi decorrente de violência física, disparo de arma de fogo ou arma branca.
Até o momento, a Polícia Civil trata o caso com sigilo para não comprometer as linhas de investigação e ainda não há informações oficiais sobre suspeitos ou a motivação do duplo homicídio seguido de ocultação de cadáver.









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