União avalia postergar em até seis meses o início da cobrança do novo sistema, previsto para 1º de janeiro de 2027. A mudança dependeria de acordo com o Congresso e não poderia alterar o conteúdo da reforma. Pressão de empresas e indefinições sobre a alíquota do CBS alimentam a discussão.
Por Redação do Diário do Povo
Brasília, 06 de novembro de 2026 – O governo federal admite a possibilidade de adiar em até seis meses a implementação da reforma tributária, prevista para 1º de janeiro de 2027. Segundo informações divulgadas, a mudança dependeria de um acordo com o Congresso Nacional e não poderia alterar o conteúdo da reforma já aprovada.
As Pressões
A discussão ocorre diante da pressão de empresas por mais tempo de adaptação. A alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), estimada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 11,3%, ainda precisa ser aprovada pelo Senado até 15 de dezembro.
Empresas também relatam dificuldades com sistemas de apuração e regras ainda indefinidas. Especialistas estimam que o Imposto sobre Valor Agregado (IVA) poderá superar 30%, o que colocaria o Brasil como um dos países com maior tributação sobre o consumo do mundo.
O Cronograma em Xeque
A reforma tributária foi desenhada para entrar em vigor de forma gradual a partir de 2027, com a substituição do PIS/Cofins pelo CBS e a fusão do ICMS/ISS no IBS. A transição completa está prevista para 2033.
Caso o adiamento seja confirmado, o início da cobrança dos novos tributos seria empurrado para o segundo semestre de 2027. A medida daria mais fôlego às empresas para ajustar sistemas e treinar equipes, mas também pressionaria o calendário de transição.
O Debate no Congresso
O tema deve ser discutido nos próximos dias entre o governo e os líderes partidários. Parlamentares da oposição já sinalizaram apoio a um prazo maior de adaptação, enquanto setores da base governista defendem a manutenção do cronograma original.
O Palácio do Planalto não se manifestou oficialmente sobre a possibilidade de adiamento até a publicação desta reportagem.









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