Após as eleições legislativas de 27 de outubro, a Lista Conjunta Árabe e o partido Ra’am, que juntos somam 19 cadeiras no Knesset, sinalizaram disposição para apoiar uma coalizão de oposição liderada por judeus. A proposta, apresentada por Ahmad Tibi, busca viabilizar um governo sem Benjamin Netanyahu, mesmo sem ocupar ministérios.
Por Redação do Diário do Povo
Jerusalém, 08 de novembro de 2026 – Partidos árabes de Israel demonstraram disposição para apoiar uma articulação com legendas lideradas por judeus para tentar tirar o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu do poder. A proposta foi apresentada pelo parlamentar Ahmad Tibi, integrante da Lista Conjunta Árabe, que defende uma aliança para viabilizar um governo de oposição.
A Estratégia Proposta
Segundo Tibi, o bloco está disposto a apoiar uma eventual administração contrária a Netanyahu sem necessariamente ocupar ministérios ou fazer parte formalmente da coalizão. A estratégia permitiria que os partidos árabes participassem das votações no Parlamento e ajudassem a sustentar uma nova maioria.
O Novo Cenário Político
A possibilidade ganhou força após as eleições legislativas de 27 de outubro, que ampliaram a representação árabe no Parlamento israelense. A coalizão de Netanyahu conquistou 53 das 120 cadeiras do Knesset, enquanto os partidos de oposição, liderados por Gadi Eisenkot, obtiveram 48 assentos.
A Lista Conjunta Árabe conquistou 11 cadeiras, enquanto o partido Ra’am ficou com outras oito. Juntos, os dois grupos somam 19 parlamentares e podem ser decisivos para que a oposição alcance a maioria necessária para formar um novo governo.
Os Desafios da Articulação
A proposta, no entanto, depende da disposição dos partidos liderados por judeus em negociar com as legendas árabes. A articulação busca superar a resistência de setores da oposição à participação desses grupos no governo e abrir caminho para a saída de Netanyahu, além de ampliar o espaço político para reivindicações da população árabe de Israel.
As negociações para a formação do novo governo devem se intensificar nos próximos dias, com o presidente israelense realizando consultas aos líderes partidários para definir quem terá a missão de formar a coalizão.









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