SÃO PAULO (SP) — A Justiça de São Paulo revogou o uso de tornozeleira eletrônica e a obrigação de recolhimento domiciliar noturno impostos a Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”. A decisão foi proferida pela Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosa e Lavagem de Bens, Direitos e Valores.
Karen é investigada por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro decorrente do tráfico de drogas e atividades ilícitas. Ela é viúva de Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, apontado como ex-homem forte da facção executado em 2018.
NOVAS MEDIDAS CAUTELARES
Com a revogação do monitoramento eletrônico, a Justiça estabeleceu novas exigências para que a investigada responda ao processo em liberdade:
Entrega de Passaporte: Prazo fixado em 5 dias para o recolhimento do documento de viagem.
Apresentação em Juízo: Obrigação de comparecimento mensal para informar e justificar suas atividades.
Restrição de Deslocamento: Proibição de se ausentar do estado sem autorização prévia da Justiça.
POSICIONAMENTO DA DEFEZA
A defesa de Karen de Moura Tanaka Mori reitera a tese de inocência da investigada, afirmando que demonstrará no decorrer da instrução processual a origem lícita das movimentações financeiras e patrimoniais sob apuração. O processo segue em andamento na Justiça paulista.








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