SÃO PAULO (SP) — A Prefeitura de São Paulo recorreu da decisão judicial que autorizou a operação do serviço de transporte remunerado de passageiros por motocicletas, o Uber Moto, na capital paulista. Apesar de contestar o entendimento do Poder Judiciário, a administração municipal informou que cumprirá a ordem judicial enquanto o recurso é apreciado pelas instâncias superiores.
O prefeito Ricardo Nunes reforçou a posição crítica da gestão em relação à modalidade, apontando os riscos associados ao aumento de acidentes de trânsito envolvendo motociclistas.
ARGUMENTOS DA GESTÃO MUNICIPAL
A Prefeitura sustenta que o município possui competência legal para regulamentar e fiscalizar os serviços de transporte individual no âmbito local. Entre as principais justificativas para tentar proibir ou restringir o serviço estão:
Segurança Viária: O alto índice de severidade e mortalidade em acidentes envolvendo veículos de duas rodas.
Impacto na Saúde Pública: O aumento da ocupação de leitos de traumatologia na rede hospitalar paulistana.
Necessidade de Regulação: A exigência de regras rígidas de cadastramento, vistoria e treinamento específico para os condutores.
O ENTENDIMENTO JUDICIAL E PRÓXIMOS PASSOS
Por outro lado, as decisões judiciais favoráveis às empresas de aplicativos fundamentam-se na legislação federal (Lei da Mobilidade Urbana – Lei nº 12.587/2012) e nos princípios constitucionais da livre iniciativa e da livre concorrência, que impedem municípios de banir completamente a atividade de transporte privado por aplicativo.
Com a interposição do recurso, cabe agora ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) analisar os argumentos da Prefeitura e decidir se mantém a autorização para a circulação do Uber Moto ou se restabelece a suspensão até uma decisão definitiva sobre o tema.









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