A incursão tem como objetivo principal coletar dados de inteligência e localizar os criminosos responsáveis pela emboscada que resultou na morte do inspetor Carlos Alberto Freire Neto, de 35 anos, no início deste mês.
A ação mobilizou equipes da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), do Departamento-Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Na chegada à comunidade, os agentes de segurança foram recebidos com disparos de arma de fogo promovidos por criminosos locais, dando início a intensos confrontos na região.
De acordo com o balanço preliminar divulgados pelas autoridades, dois homens foram detidos até o momento e encaminhados à delegacia. A Polícia Civil apura se a dupla possui ligação direta com o ataque direcionado à equipe policial.
Relembre o caso: emboscada na Avenida Brasil
O crime que motivou a ofensiva policial ocorreu no dia 8 de julho. Na ocasião, quatro agentes da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) realizavam um trabalho de reconhecimento e levantamento de informações em um veículo descaracterizado nas imediações do Muquiço, próximo à Avenida Brasil. A equipe se preparava para o cumprimento de mandados judiciais na área.
Na entrada da comunidade, o grupo foi surpreendido por criminosos armados que efetuaram diversos disparos contra o automóvel. O inspetor Carlos Alberto Freire Neto foi atingido na cabeça, chegou a ser socorrido e transferido ao Hospital Municipal Albert Schweitzer, mas não resistiu aos ferimentos. A comissária Juliele Brandt também acabou ferida por um tiro na perna, recebeu atendimento médico e já teve alta.
Posicionamento e impacto no cotidiano local
Em nota oficial, a corporação reforçou que ataques direcionados a agentes públicos representam uma afronta direta às instituições de Estado e enfatizou que todos os envolvidos no homicídio do inspetor serão devidamente identificados, capturados e responsabilizados perante a Justiça.
Desde o dia da emboscada, as forças de segurança vêm intensificando a presença na região. Ações anteriores resultaram na prisão de quatro suspeitos e geraram impactos no cotidiano dos moradores da Zona Norte, com a interrupção temporária de serviços essenciais, como o funcionamento de postos de saúde e unidades escolares na comunidade por medidas de segurança.
A operação no Complexo do Muquiço segue em andamento, e novas atualizações devem ser divulgadas pelas autoridades ao longo do dia.










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