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Suspeito foi preso pela Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat); quadrilha aplicava o “golpe da maquininha” em áreas movimentadas da orla do Rio

RIO DE JANEIRO — Policiais civis da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat) prenderam, nesta segunda-feira (13/4), um homem acusado de aplicar o chamado “golpe da maquininha” em uma turista britânica, na Praia de Copacabana, Zona Sul do Rio. O suspeito foi identificado como Caio Alencar.

Segundo a investigação, ele cobrou R$ 10 mil da vítima ao vender um churrasquinho que, em tese, custava R$ 100. A turista só percebeu o prejuízo depois que o pagamento foi processado.

Como funcionava o golpe

De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o suspeito integrava um grupo especializado em enganar turistas estrangeiros em áreas movimentadas da orla carioca. Falsos ambulantes abordavam as vítimas com produtos a preços aparentemente baixos.

Na hora do pagamento, porém, utilizavam maquininhas adulteradas ou manipuladas para registrar valores muito superiores. No caso da britânica, a cobrança saltou de R$ 100 para R$ 10 mil.

A polícia afirma que, em alguns episódios, os equipamentos já estavam programados para cobrar quantias elevadas. A estratégia explorava a distração das vítimas no momento da digitação da senha, muitas vezes sem que elas conferissem o valor exibido na tela.

Áreas de atuação

As investigações mostram que o grupo atuava principalmente nas praias de Copacabana, Ipanema e no Arpoador, locais de grande circulação de turistas estrangeiros. Entre as vítimas já identificadas estão pessoas da Inglaterra, República Tcheca e Argentina.

Prisão e investigação

Caio Alencar foi preso em Copacabana. A Polícia Civil agora tenta identificar e localizar os demais integrantes da quadrilha. Os agentes da Deat continuam analisando imagens de câmeras de segurança e ouvindo testemunhas para chegar a outros envolvidos.

Orientações para turistas

Especialistas em segurança orientam que turistas e moradores devem sempre:

  • Conferir o valor exibido na maquininha antes de digitar a senha;
  • Desconfiar de preços muito baixos em áreas turísticas;
  • Dar preferência a pagamentos em dinheiro ou por aproximação (sem digitar senha) quando possível;
  • Em caso de cobrança indevida, registrar boletim de ocorrência imediatamente.

A Polícia Civil reforça que denúncias sobre golpes contra turistas podem ser feitas à Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (Deat), que funciona na região central do Rio.

O caso segue em andamento, e novas informações serão divulgadas assim que forem liberadas pelas autoridades competentes.

Camilla Arisa Hasebe
Publicitária formada em Técnico em Informática (SENAI) e Publicidade e Propaganda com Ênfase em Marketing (UNOPAR). Transforma ideias em soluções criativas que unem design, estratégia e inovação digital. Une o raciocínio lógico à sensibilidade criativa para desenvolver projetos.

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