SÃO PAULO (SP) — A morte de um adolescente de 16 anos em uma unidade da Fundação CASA, em São Paulo, acendeu um alerta sobre o atendimento médico e a assistência prestada aos jovens custodiados pelo Estado. O garoto faleceu após apresentar crises de mal-estar pelo menos cinco vezes em um intervalo de 30 dias.
O caso provocou indignação de familiares e mobilizou órgãos de defesa dos direitos da infância e juventude.
REPETIDOS PEDIDOS DE SOCORRO
De acordo com as apurações, o jovem apresentou episódios recorrentes de dores e queixas de saúde nas semanas que antecederam a sua morte. Embora tenha sido encaminhado para unidades de pronto atendimento em ocasiões pontuais, o adolescente sempre retornava ao centro socioeducativo sem a realização de exames aprofundados ou internação preventiva.
No último episódio, o estado de saúde do garoto evoluiu rapidamente para uma parada cardiorrespiratória. Equipes de socorro tentaram manobras de reanimação, mas o óbito foi confirmado no local.
INVESTIGAÇÃO POLICIAL E ADMINISTRATIVA
O falecimento foi registrado na Polícia Civil, que instaurou inquérito para apurar a causa exata da morte e investigar eventual crime de omissão de socorro ou negligência médica.
Paralelamente, a Corregedoria da Fundação CASA instaurou um procedimento interno para auditar a conduta dos agentes socioeducativos e da equipe de saúde responsável pelo acompanhamento do jovem.




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