BELO HORIZONTE (MG) — O sistema prisional de Minas Gerais enfrenta uma das piores crises estruturais dos últimos anos. Uma sequência recorrente de fugas registrada em presídios e penitenciárias do estado acendeu o sinal de alerta entre órgãos de segurança pública e escancarou o cenário de abandono, sucateamento e déficits de agentes nas unidades carcerárias mineiras.
A denúncia aponta que a fragilidade nas estruturas e o deficit de pessoal tornaram o ambiente propenso a evasões constantes de detentos de alta e média periculosidade.
SUPERLOTAÇÃO E ESTRUTURAS COMPROMETIDAS
De acordo com dados levantados sobre o setor, diversas unidades prisionais espalhadas pelo interior e pela Região Metropolitana de Belo Horizonte operam muito acima da capacidade projetada. Celas projetadas para abrigar poucos presos chegam a comportar até três vezes mais custodiados do que o limite permitido.
Além da superlotação, a falta de manutenção em equipamentos básicos — como câmeras de monitoramento, bloqueadores de sinal de celular e cercamento elétrico — tem sido apontada como fator facilitador para as fugas em massa.
COBRANÇA DA POLÍCIA PENAL E REAÇÃO DAS AUTORIDADES
Representantes da categoria dos policiais penais denunciam a sobrecarga de trabalho e pedem a convocação emergencial de novos agentes, alegando que o baixo efetivo por pavilhão coloca em risco a vida dos próprios servidores e a segurança da população do entorno das cadeias.
Por sua vez, o Governo de Minas Gerais e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) afirmam que realizam investigações internas para apurar as circunstâncias de cada fuga, além de reforçar o patrulhamento ostensivo e buscar recursos para modernização da infraestrutura penitenciária estadual.









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