A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) determinou a exoneração e o afastamento da servidora Roselaine Batalha Silva da função de dirigente da Diretoria Regional de Ensino de Mogi das Cruzes. A decisão foi tomada após a veiculação de gravações de uma reunião com diretores escolares na qual a educadora citou e recomendou as biografias de ditadores como Adolf Hitler e Benito Mussolini para exemplificar conceitos de liderança.
O encontro com os gestores ocorreu na primeira metade de agosto. Na ocasião, a então dirigente discursava sobre gestão de equipes e sugeriu que a leitura sobre figuras autoritárias do século XX seria “estimulante” para entender como engajar pessoas.
Citações a Ditadores e Repercussão
Durante a apresentação aos diretores de escola, Roselaine chegou a classificar Hitler como um “líder excepcional” ao comentar sobre a capacidade de mobilização do ditador nazista, mencionando também a obra Mein Kampf (“Minha Luta”).
A conduta gerou forte reação entre professores, sindicatos da categoria — como a Apeoesp — e parlamentares, que encaminharam representações aos órgãos competentes contestando o uso de figuras associadas ao fascismo e ao nazismo como referências positivas no ambiente educacional.
Posicionamento da Seduc-SP e Ação Judicial
Em nota oficial, a Seduc-SP confirmou o afastamento da servidora de suas funções administrativas de chefia e enfatizou que não compactua com declarações que contrariem os valores democráticos e as diretrizes pedagógicas da rede estadual de ensino.
Além do procedimento disciplinar interno para apurar o caso, a ocorrência e as gravações foram encaminhadas ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) para avaliação de eventuais medidas legais cabíveis.





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