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A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral transmitida principalmente pela picada de mosquitos infectados, em especial os do gênero Culex (o pernilongo comum). Embora a grande maioria dos casos seja assintomática ou apresente sintomas leves, a enfermidade exige atenção das autoridades de saúde pública devido ao risco de complicações graves no sistema nervoso central em uma pequena parcela dos infectados.

O vírus causador da doença pertence à família Flaviridae — a mesma dos vírus da dengue, zika e febre amarela. As aves selvagens atuam como o principal reservatório natural do vírus na natureza, enquanto os mosquitos funcionam como vetores ao picar essas aves e, posteriormente, transmitir o agente causador a seres humanos e outros mamíferos, como cavalos.

SINTOMAS E FORMAS DE MANIFESTAÇÃO

Estima-se que cerca de 80% das pessoas infectadas pelo vírus do Nilo Ocidental não apresentem qualquer tipo de sintoma. Nos casos em que a doença se manifesta na forma leve, os sinais surgem geralmente entre 3 e 14 dias após a picada e costumam durar poucos dias:

 Quadro leve (Febre do Nilo): Febre súbita, dor de cabeça intensa, dores no corpo e nas articulações, fraqueza, náuseas, vômitos e, eventualmente, manchas vermelhas na pele.

 Quadro grave (Doença neuroinvasiva): Atinge menos de 1% dos infectados, podendo evoluir para meningite ou encefalite. Os sintomas incluem rigidez na nuca, desorientação, tremores, convulsões, fraqueza muscular severa e paralisia. Idosos e pessoas com imunidade comprometida correm maior risco.

DIAGNÓSTICO, TRATAMENTO E PREVENÇÃO

Não existe uma vacina específica para uso humano nem um tratamento antiviral direto contra o vírus do Nilo Ocidental. O atendimento médico é sintomático, focado no alívio das dores, hidratação e, nos casos graves, internação hospitalar para suporte intensivo.

Como o vírus não é transmitido diretamente de pessoa para pessoa por contato casual, a principal forma de prevenção consiste em evitar a picada dos vetores. As autoridades recomendam o uso de repelentes, a instalação de telas em portas e janelas, a eliminação de focos de água parada onde os mosquitos se reproduzem e o uso de roupas que protejam braços e pernas durante horários de maior atividade dos insetos.

Jessica Machado
Bacharel em Direito e jornalista, apaixonada por comunicação e por contar histórias que fazem a diferença.

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