Ex-presidente autoriza quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico. Documento foi entregue nesta quinta-feira (22) pelo filho e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, ao ministro André Mendonça. Carlos, Jair Renan e Rogéria também assinaram. Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA, ficou de fora.
Por Redação do Diário do Povo
Brasília, 23 de outubro de 2026 – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) assinou à mão uma autorização para a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. O documento foi entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo filho e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), nesta quinta-feira (22), em manifestação encaminhada ao ministro André Mendonça.
Os Documentos Entregues
Além da autorização do ex-presidente, Flávio apresentou documentos assinados pelos irmãos Carlos e Jair Renan Bolsonaro, pela mãe, Rogéria Bolsonaro, e por ele próprio. Também foram incluídas autorizações referentes a empresas das quais o candidato é sócio ou representante legal.
O deputado Eduardo Bolsonaro, que atualmente está nos Estados Unidos, não foi incluído na documentação.
O Contexto
A entrega ocorre no âmbito do desafio lançado durante o debate da Band, no último domingo (18), quando Lula propôs a quebra recíproca de sigilos. O petista já havia protocolado sua autorização no TSE e no STF, condicionada à medida equivalente por parte de Flávio e seus familiares.
Flávio aceitou o desafio, mas impôs condições, como a abertura do sigilo telefônico de Marcola, ex-assessor da Presidência, a divulgação dos gastos do cartão corporativo e das despesas de Janja, a abertura do sigilo do Instituto Lula e informações sobre reuniões entre o presidente e o banqueiro Daniel Vorcaro. Lula afirmou que aceita todas as exigências.
Próximos Passos
Com a documentação entregue, a expectativa é de que o TSE analise os pedidos e defina os procedimentos para a efetiva quebra dos sigilos. A movimentação ocorre a dois dias do segundo turno, marcado para domingo (25).









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