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Manter a massa muscular em boa condição vai muito além da estética: é fundamental para a longevidade e para a prevenção de diversas doenças. Especialmente a partir dos 40 anos, a preservação da musculatura se torna um dos pilares mais importantes para garantir autonomia, prevenir doenças crônicas e retardar o processo de envelhecimento. Músculos saudáveis são sinônimo de saúde, não de vaidade.

Os músculos desempenham funções vitais para o corpo, que vão muito além de permitir o movimento. Eles regulam o metabolismo, ajudam no controle de glicose, contribuem para a saúde óssea, mantêm a estabilidade postural e até influenciam a resposta inflamatória do organismo. Em situações de estresse fisiológico, como infecções ou imobilizações, a massa muscular funciona como uma reserva, e sua perda está diretamente associada a piores prognósticos de recuperação.

A perda significativa de massa muscular, conhecida como sarcopenia, é um fator de risco para quedas, fraturas, dependência funcional e até mortalidade precoce. Em idosos, a sarcopenia é considerada uma doença diagnosticável e não apenas uma consequência inevitável do envelhecimento.

Além de sua função mecânica, os músculos também desempenham um papel fundamental como órgão endócrino. Eles produzem miocinas, substâncias com ação anti-inflamatória que influenciam órgãos como fígado, cérebro e coração. Isso torna a musculatura ativa um fator protetor importante, especialmente para aqueles que convivem com doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipertensão, osteoporose e até certos tipos de câncer. Um bom desenvolvimento muscular também ajuda a manter o metabolismo basal, auxiliando no controle de peso a longo prazo.

Foto do Freepik
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A perda de massa muscular começa de forma gradual, a partir dos 30 anos, com uma diminuição de 3% a 8% por década, acelerando após os 60. Se não combatida com treinamento de força e uma alimentação adequada, pode evoluir para a sarcopenia, condição que afeta mais de 40% das pessoas acima dos 80 anos. No entanto, adultos jovens sedentários já podem apresentar sinais precoces dessa perda, especialmente aqueles com excesso de gordura visceral. A combinação de baixa musculatura e alta gordura corporal, conhecida como sarcopenia obesidade, é um fator de risco relevante para doenças metabólicas.

Para prevenir essa perda, o treinamento de força é essencial. Atividades como musculação, pilates ou qualquer exercício que envolva resistência e sobrecarga progressiva são as melhores formas de estimular o crescimento muscular. Além disso, a ingestão de proteínas de qualidade, especialmente após o treino, é crucial para a manutenção da massa magra, e ainda mais importante para os idosos, que têm menor resposta anabólica.

Manter uma rotina de sono adequada, controlar o estresse e buscar acompanhamento profissional são fundamentais para manter a musculatura saudável.

Ao contrário do que muitos pensam, ganhar ou manter massa muscular não é uma meta exclusiva de quem frequenta academias. Trata-se de um investimento em saúde funcional, bem-estar e qualidade de vida. Músculos fortes são sinônimo de um corpo resistente, mente ativa e uma vida longa e saudável.

Fonte: sbt
Redação Diário do Povo – conteúdo verificado e adaptado.

Mariana Pontes
Jornalista , diretora de tv, co- apresentora de rádio . paraense, sempre ligada em notícias, nos momentos de lazer fico ao lado da família.

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