Vítima de 42 anos conseguiu fugir quando a suspeita deixou a residência e pediu socorro em uma loja com um bilhete; polícia investiga se outras pessoas viviam no imóvel

KOGA (Japão) — Uma mulher de 49 anos foi presa na cidade de Koga, no Japão, suspeita de costurar os lábios de sua colega de quarto com agulha e linha durante uma agressão, segundo a polícia local. A vítima, de 42 anos, conseguiu escapar da residência um dia depois do ataque e pediu ajuda em uma loja da região, onde entregou um bilhete com os dizeres: “Por favor, me ajude” e “Chame a polícia”, informou a emissora pública NHK.
Usando uma máscara, a mulher escondia vários pontos que uniam a base do nariz ao lábio inferior. De acordo com as autoridades, o fio passava pela parte interna da boca, dificultando a visualização da lesão. Um funcionário do estabelecimento acionou a polícia por volta das 13h30 do dia 30 de junho.
O depoimento da vítima
Em depoimento, a vítima afirmou que a colega de quarto “ficou furiosa por causa de uma discussão” antes de costurar seus lábios. Segundo a polícia, as duas moravam juntas desde abril do ano passado. A mulher também relatou que vivia com medo da suspeita e que só conseguiu fugir quando ela saiu de casa.
Investigação e relatos de vizinhos
Moradores da vizinhança disseram à TV Asahi que a residência registrava movimentação incomum desde a chegada da suspeita, identificada como Masae Sakurai. Uma vizinha afirmou ter visto, durante várias noites, uma mulher agachada do lado de fora do imóvel até o amanhecer.
“Da noite até o amanhecer, havia uma mulher agachada ali sozinha. Eu a vi por vários dias”, relatou.
Outros vizinhos disseram que diversas pessoas entravam e saíam da casa com frequência e que não conheciam os moradores. “Parecia haver bastante gente lá. Provavelmente havia sete ou oito pessoas. Não temos qualquer relação de vizinhança. Ninguém sabe que tipo de trabalho eles fazem”, afirmou um morador.
Acolhimento de jovens
Uma colega de trabalho de Sakurai declarou que a suspeita costumava acolher jovens que não tinham para onde ir após entrarem em conflito com os pais. A polícia também apura relatos, ainda não confirmados, de que outras pessoas estariam vivendo na residência.
O caso segue em andamento, e novas informações serão divulgadas assim que forem liberadas pelas autoridades competentes.








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