O caso mais recente ocorreu em Leme (SP), onde a Prefeitura confirmou que a menina Alice Dipres, de 9 anos, morreu em decorrência da doença. A criança faleceu no dia 18 de junho, mas o diagnóstico só foi confirmado após exame realizado pelo Instituto Adolfo Lutz. Segundo a administração municipal, as áreas de risco já possuem placas de alerta e seguem sendo monitoradas pelas equipes de vigilância.
Além da morte da menina em Leme, outros três óbitos foram registrados na região nos últimos meses, elevando a preocupação das autoridades sanitárias. Em Araras, município vizinho, a Prefeitura informou que já contabiliza duas mortes por febre maculosa em 2026, enquanto dezenas de casos seguem em investigação pelo Instituto Adolfo Lutz.
Sintomas e prevenção
A febre maculosa é uma doença grave e pode evoluir rapidamente se o tratamento não for iniciado nos primeiros dias após o surgimento dos sintomas. Entre os principais sinais estão:
febre alta;
dor de cabeça intensa;
dores musculares;
náuseas e vômitos;
dor abdominal;
diarreia;
manchas avermelhadas na pele, principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés.
Os sintomas costumam aparecer entre dois e 14 dias após a picada do carrapato infectado. O diagnóstico precoce e o início imediato do tratamento com antibióticos são fundamentais para reduzir o risco de complicações e mortes.
Como se proteger
As autoridades orientam que, ao frequentar áreas de mata, pastagens, margens de rios ou locais com presença de capivaras e cavalos, a população utilize roupas claras, calças compridas com as barras por dentro das meias e faça inspeções frequentes no corpo para identificar carrapatos. Caso o inseto seja encontrado, ele deve ser removido o mais rápido possível e, diante de qualquer sintoma, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente.








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