Quatro advogados foram presos pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (6), em Manaus, suspeitos de atuar para o Comando Vermelho. De acordo com as investigações, eles fariam parte do núcleo jurídico da facção no Amazonas e ajudavam a repassar ordens de chefes do crime que estão presos.
Durante a ação, foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em casas e escritórios da capital. A polícia apreendeu dinheiro, carros, documentos e computadores.

Os advogados seriam o elo entre líderes presos e pontos de venda de drogas espalhados pelo Estado. Além disso, também cuidariam da logística do tráfico vindo da Colômbia e da lavagem de dinheiro.
As investigações mostraram que alguns profissionais usavam o acesso ao sistema prisional para levar bilhetes e ordens da facção, disfarçando as ações como parte do trabalho de advocacia. A PF acredita que as prerrogativas da profissão estavam sendo usadas para manter a estrutura criminosa funcionando, inclusive com articulações em outros estados e países da América do Sul.
A operação faz parte de um desdobramento da Operação Xeque-Mate e teve o acompanhamento da Comissão de Prerrogativas da OAB, que foi acionada para acompanhar o cumprimento dos mandados.










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