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Categoria realizou assembleia na noite desta terça (12) e decidiu não paralisar as atividades; TRT-2 havia determinado funcionamento mínimo do sistema em caso de greve

SÃO PAULO — Os metroviários de São Paulo decidiram, em assembleia geral realizada na noite desta terça-feira (12), não deflagrar greve. A paralisação estava prevista para começar à meia-noite desta quarta (13), mas foi descartada após negociações entre o Sindicato dos Metroviários e Metroviárias de São Paulo, a direção do Metrô e o governo estadual.

A assembleia, convocada para as 18h30, teve início por volta das 19h e contou com votação presencial e online, com transmissão ao vivo pelo canal do sindicato no YouTube. A decisão final foi comunicada ainda na noite de terça, mantendo a operação normal do sistema.

Pauta de reivindicações

O sindicato apresentou uma pauta com 11 itens. Entre os principais pedidos estavam:

  • Reajuste salarial;
  • Participação nos Lucros e Resultados (PLR);
  • Concessão de reajustes adicionais (steps);
  • Mudanças na escala de trabalho;
  • Abertura de concurso público;
  • Críticas à terceirização;
  • Questionamentos sobre o plano de saúde Metrus.

A categoria também defendia a proposta de “catraca livre” — manutenção da operação sem cobrança de tarifa mediante autorização do governo estadual. Após mediação no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), um acordo foi alcançado, o que levou à desistência da greve.

O que dizia a Justiça

O TRT-2 havia concedido liminar ainda na terça (12) determinando o funcionamento mínimo do sistema metroviário em caso de greve. A decisão fixava:

  • 100% da operação e do efetivo nos horários de pico (6h às 9h e 16h às 19h);
  • 60% nos demais períodos.

O descumprimento poderia gerar multa diária de R$ 200 mil ao sindicato. Com a desistência da paralisação, a liminar não precisará ser aplicada.

Operação normal

As linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 15-Prata e 17-Ouro (monotrilho) funcionarão normalmente nesta quarta-feira (13), dentro dos horários habituais (das 4h40 à 0h). Os mais de 3 milhões de passageiros que utilizam diariamente o sistema não serão afetados.

Próximos passos

O acordo firmado entre as partes prevê a continuidade das negociações sobre os itens que não foram totalmente resolvidos. Novas assembleias podem ser convocadas caso haja retrocesso nas tratativas.

O caso segue em acompanhamento, e novas informações serão divulgadas assim que forem liberadas pelo sindicato ou pelas autoridades competentes.

Camilla Arisa Hasebe
Publicitária formada em Técnico em Informática (SENAI) e Publicidade e Propaganda com Ênfase em Marketing (UNOPAR). Transforma ideias em soluções criativas que unem design, estratégia e inovação digital. Une o raciocínio lógico à sensibilidade criativa para desenvolver projetos.

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