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Na capital paulista, temperatura entra em gangorra: após alívio, frio volta no fim de semana com chance de chuva; Sul registra geada e mínimas próximas de 1°C

SÃO PAULO — Esta quarta-feira (13) amanheceu gelada em parte das regiões Sul e Sudeste por causa da atuação de uma forte massa de ar polar, que ainda mantém as temperaturas baixas em boa parte do país. A previsão é de que o frio continue intenso no Sul e perca força no Sudeste.

Já as regiões Norte e parte do Nordeste seguem em alerta para chuva forte e acumulados elevados, sobretudo no litoral nordestino, que registra volumes acima da média desde abril.

Sul: frio intenso e geada

No Sul, o tempo fica firme na maior parte da região, com sol predominante e poucas nuvens no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná. Apenas o litoral sul gaúcho pode ter chuva fraca em alguns momentos, por causa da circulação de ventos vindos do oceano.

O grande destaque do dia volta a ser o frio na madrugada e no início da manhã, com mínimas próximas de 1°C em pontos da serra e do interior. Há previsão de geada de fraca a moderada intensidade em áreas do sul gaúcho, na Campanha, na serra, no interior, no norte e no nordeste do Rio Grande do Sul, em regiões do interior, norte, sul e serra de Santa Catarina e também em áreas mais ao sul do Paraná.

A umidade relativa do ar fica baixa em pontos do interior, sul e norte catarinense, no nordeste gaúcho e no sul paranaense, com índices que podem cair para perto ou abaixo de 30%.

Sudeste: trégua, mas frio volta no fim de semana

No Sudeste, a manhã começou com tempo firme na maior parte da região, mas ainda há chance de chuva fraca e isolada no nordeste e no interior de Minas Gerais, além do sul mineiro, por influência da umidade ligada ao deslocamento da frente fria.

À tarde, o ingresso de umidade favorece pancadas moderadas no sul, sudoeste, região central, interior e Zona da Mata de Minas Gerais. Em pontos isolados do extremo norte, nordeste e leste de São Paulo, do sul e do interior do Rio de Janeiro, também pode chover de forma fraca.

No Espírito Santo e no nordeste mineiro, a circulação marítima mantém mais nebulosidade e chuva fraca ao longo do dia.

A massa de ar frio garante um amanhecer ainda gelado em São Paulo, no sul de Minas Gerais e no sul fluminense, mas o dia fica mais ameno em áreas do centro-sul paulista, do sul e do interior de Minas Gerais e do Rio de Janeiro.

Na capital paulista, os termômetros entram em uma gangorra nos próximos dias: após um alívio gradual no frio, a temperatura volta a cair no fim de semana, quando também há chance de chuva isolada.

A umidade do ar também segue baixa no norte mineiro e volta a entrar em atenção no Triângulo Mineiro, no norte, noroeste e em áreas do interior paulista.

Centro-Oeste: tempo firme, mas alerta no norte de MT

No Centro-Oeste, o tempo fica estável na maior parte da região, mas desde cedo já existe previsão de chuva moderada a forte no extremo norte e noroeste de Mato Grosso, sobretudo na divisa com o Pará, por causa da umidade vinda do Norte e do aquecimento ao longo do dia. As pancadas devem continuar à tarde nessas áreas. No restante, predomina o tempo firme.

Em Mato Grosso do Sul, o amanhecer ainda é mais frio, e o dia segue agradável, situação parecida com a do sul e do sudoeste de Mato Grosso e do sul de Goiás. Já nas demais áreas do interior e do norte mato-grossense, em Goiás e no Distrito Federal, as temperaturas voltam a subir à tarde.

Nordeste: chuva forte e risco de temporais

A circulação marítima e a atuação de um cavado em níveis médios da atmosfera mantêm chuva entre o Rio Grande do Norte e Sergipe desde as primeiras horas do dia, com pancadas moderadas a fortes.

No litoral sul e no sul da Bahia, a frente fria deixa o tempo mais carregado, com chuva moderada a forte. No litoral norte, em Salvador e no interior baiano, chove fraco desde cedo, e a atuação da Zona de Convergência Intertropical reforça a instabilidade no litoral norte da região.

Atenção especial vai para João Pessoa (PB) e Recife (PE), que podem receber novos volumes elevados nos próximos dias, depois de um abril extremamente chuvoso e dos primeiros doze dias de maio já com a média histórica do mês superada nas duas capitais.

A previsão é de 100 a 150 milímetros de chuva entre os dias 12 e 17 nas duas cidades, com risco alto de deslizamentos, enchentes e alagamentos. São Luís (MA) e Fortaleza (CE) também seguem na lista de preocupação por causa da Zona de Convergência Intertropical, com previsão de cerca de 100 milímetros nos próximos cinco dias.

Norte: instabilidade e risco de temporais

No Norte, a grande disponibilidade de umidade mantém o tempo bastante instável em grande parte do Amazonas, do Pará e de Roraima desde cedo. A Zona de Convergência Intertropical favorece chuva no Amapá e entre o litoral e o nordeste paraense.

As pancadas ganham força ao longo do dia, alcançam também o extremo norte de Tocantins, e há risco de temporais em Roraima, no Amapá e em grande parte do Amazonas e do Pará.

No sul de Roraima, no leste e em pontos do litoral amapaense, no noroeste do Pará e no norte, nordeste e interior do Amazonas, a situação é de perigo para acumulados elevados.

No Acre, em Rondônia, no sul e no extremo oeste do Amazonas, no sudeste do Pará e em grande parte do Tocantins, o tempo fica firme. As temperaturas seguem altas e o abafamento continua predominando.

O caso segue em monitoramento, e novas informações serão divulgadas assim que forem liberadas pelos órgãos oficiais de meteorologia.

Camilla Arisa Hasebe
Publicitária formada em Técnico em Informática (SENAI) e Publicidade e Propaganda com Ênfase em Marketing (UNOPAR). Transforma ideias em soluções criativas que unem design, estratégia e inovação digital. Une o raciocínio lógico à sensibilidade criativa para desenvolver projetos.

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