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Caso teria ocorrido em março na Zona Leste de São Paulo; dez adolescentes, de 10 a 17 anos, são investigados pela polícia

SÃO PAULO — A mãe de uma adolescente de 14 anos com deficiência intelectual denunciou à polícia que a filha foi vítima de estupro coletivo na região do Sapopemba, Zona Leste de São Paulo. O caso teria ocorrido em março, mas só foi registrado nesta semana na 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), após a mãe encontrar na internet um vídeo que registrou o abuso.

Ao todo, dez adolescentes, com idades entre 10 e 17 anos, são suspeitos de participação no crime. A polícia investiga a possibilidade de que a vítima tenha sofrido mais de um estupro, em locais diferentes.

Investigações

Todos os suspeitos já foram identificados, e nove já foram ouvidos pelas autoridades. A expectativa da Polícia Civil é concluir a investigação ainda nesta semana. A família da vítima passou a receber acompanhamento da rede de assistência social.

O que diz a Secretaria da Segurança Pública

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso é investigado por meio de inquérito policial instaurado na 8ª DDM. Segundo a pasta, diligências estão em andamento para esclarecer os fatos.

A SSP afirmou ainda que detalhes da investigação serão preservados por envolver menores de idade e por se tratar de crime sexual.

Outro estupro coletivo na Zona Leste

Paralelamente, a Polícia Civil investiga outro estupro coletivo contra duas crianças na Zona Leste de São Paulo. O caso veio à tona depois que a irmã de uma das vítimas viu imagens do crime circulando nas redes sociais e procurou a delegacia para registrar a denúncia.

De acordo com a investigação, os suspeitos atraíram as vítimas com um convite para empinar pipa antes do crime. Segundo o 63º Distrito Policial, os agressores conheciam as crianças e se aproveitaram da relação de confiança para levá-las até o imóvel onde ocorreram os abusos. Os suspeitos também usaram as redes sociais para divulgar as imagens.

Legislação

O estupro de vulnerável — quando a vítima é menor de 14 anos ou tem deficiência mental que a impeça de oferecer resistência — está previsto no artigo 217-A do Código Penal Brasileiro. A pena é de reclusão de 8 a 15 anos. Quando há concurso de agentes (mais de uma pessoa envolvida), a pena pode ser aumentada.

Apoio às vítimas

A vítima e sua família estão recebendo acompanhamento psicológico e social. A orientação para familiares de vítimas de violência sexual é procurar imediatamente uma delegacia especializada (como a DDM) e buscar atendimento médico em hospital de referência, onde é possível receber profilaxia para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e, se for o caso, realizar interrupção legal da gestação.

O caso segue em andamento, e novas informações serão divulgadas assim que forem liberadas pelas autoridades competentes.

Camilla Arisa Hasebe
Publicitária formada em Técnico em Informática (SENAI) e Publicidade e Propaganda com Ênfase em Marketing (UNOPAR). Transforma ideias em soluções criativas que unem design, estratégia e inovação digital. Une o raciocínio lógico à sensibilidade criativa para desenvolver projetos.

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