BRASÍLIA (DF) — O cyberbullying não é um fenômeno isolado no mundo virtual, mas sim uma continuidade das agressões e do assédio moral que ocorrem presencialmente no ambiente escolar. É o que revela um estudo recente focado nas dinâmicas de convivência e violência entre crianças e adolescentes no sistema educacional.
De acordo com os pesquisadores, as provocações, apelidos pejorativos e exclusões sociais que começam nas salas de aula ou nos pátios das escolas migram e se intensificam nos grupos de mensagens e plataformas digitais.
Continuum de Violência e Desafios para as Escolas
A análise aponta que o acesso contínuo aos dispositivos móveis impede que a vítima encontre um momento de refúgio após o horário das aulas, perpetuando o sofrimento psicológico 24 horas por dia. O estudo reforça que os episódios de violência digital raramente começam com desconhecidos; na maioria dos casos, envolvem colegas da mesma instituição ou comunidade escolar.
Diante do diagnóstico, especialistas em educação ressaltam a necessidade de as redes de ensino implementarem políticas integradas de mediação de conflitos e letramento digital. A abordagem precisa integrar ações presenciais e virtuais, promovendo o acolhimento das vítimas e o combate ao assédio sistemático tanto dentro quanto fora da sala de aula.








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