SÃO PAULO (SP) — O aumento no número de diagnósticos de transtornos de saúde mental entre jovens tem mobilizado médicos e especialistas. Embora parte desse crescimento reflita um impacto real na saúde da população após a pandemia e devido ao uso intenso de redes sociais, analistas destacam que o fenômeno também é resultado da democratização do acesso à informação e do combate ao preconceito.
A redução do estigma associado a condições como depressão e ansiedade faz com que mais pessoas procurem ajuda profissional e relatem seus sintomas.
Ampliação de Categoria Diagnóstica e Fatores Cotidianos
De acordo com profissionais da área, mudanças nos critérios de avaliação médica e a ampliação do conceito de espectro em diversas condições clínicas também explicam a maior quantidade de registros formais nos sistemas de saúde. A percepção individual do sofrimento e o uso mais amplo de testes de triagem também influenciam o volume de notificações.
Paralelamente, o estilo de vida contemporâneo, caracterizado pela exposição contínua às telas e pelo menor contato interpessoal presencial, é apontado como um fator de risco que intensifica os sintomas. Os especialistas reforçam a importância de diagnósticos rigorosos e do acompanhamento psicológico e psiquiátrico multidisciplinar.









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