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Criminosos monitoraram rotina do policial desde fevereiro; carro usado na fuga foi encontrado em estacionamento na Zona Leste de São Paulo

SÃO PAULO — O atentado contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça no último sábado (27) em São Caetano do Sul, foi planejado durante quatro meses, segundo a Polícia Civil. A investigação aponta que os criminosos monitoraram a rotina do policial desde fevereiro e já identificou um dos suspeitos de participar dos disparos.

Imagens do sistema de monitoramento de São Caetano do Sul mostram um carro branco, utilizado na logística da fuga dos atiradores, circulando desde fevereiro por endereços ligados ao tenente. O veículo foi encontrado na noite de terça-feira (1º) em um estacionamento no bairro de Guaianases, na Zona Leste de São Paulo.

O carro foi apreendido e encaminhado para perícia no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do caso. A proprietária do estacionamento prestou depoimento aos investigadores.

Motocicleta roubada e placa clonada

A investigação também identificou que a motocicleta usada pelos atiradores havia sido roubada em março, na Cidade Dutra, na Zona Sul da capital paulista. Antes do ataque, segundo a polícia, os criminosos instalaram na moto uma placa clonada de São João de Meriti, no Rio de Janeiro.

Prisões

Ainda no fim de semana, dois suspeitos foram presos por participação no crime.

Saúde do tenente

Segundo o último boletim médico divulgado pela Rota, o tenente segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Mário Covas, em Santo André, e “apresentou resposta satisfatória às medidas adotadas pela equipe médica”.

Entre as evoluções positivas estão a redução da necessidade de medicação para suporte da pressão arterial e a boa resposta ao tratamento neurológico.

“O oficial permanece sem febre e com os demais órgãos funcionando adequadamente. A equipe médica dará continuidade à redução da sedação e realizará uma nova tomografia nesta quarta-feira (1º)”, informou o comunicado oficial.

Caso Eloá

O tenente é irmão de Eloá Pimentel, assassinada aos 15 anos pelo ex-namorado Lindemberg Fernandes Alves, em outubro de 2008. O cárcere privado da adolescente durou cerca de 100 horas e foi acompanhado em tempo real por emissoras de televisão, tornando-se um dos casos criminais de maior repercussão do país.

O caso segue em andamento, e novas informações serão divulgadas assim que forem liberadas pelas autoridades competentes.

Camilla Arisa Hasebe
Publicitária formada em Técnico em Informática (SENAI) e Publicidade e Propaganda com Ênfase em Marketing (UNOPAR). Transforma ideias em soluções criativas que unem design, estratégia e inovação digital. Une o raciocínio lógico à sensibilidade criativa para desenvolver projetos.

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