Geraldo Leite Rosa Neto está preso sob suspeita de feminicídio e fraude processual; ao todo, 40 testemunhas devem ser ouvidas em cinco dias de audiência

SÃO PAULO — Começou nesta segunda-feira (29) a audiência de instrução do tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, preso sob suspeita de feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana.
Gisele tinha 32 anos quando foi encontrada morta com um tiro na cabeça, em 18 de fevereiro, no apartamento em que morava com o marido, no Brás, Centro da capital paulista. O tenente-coronel afirma que a mulher cometeu suicídio.
A audiência é realizada na 5ª Vara do Júri do Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste da capital, e tem previsão de durar cinco dias. Ao todo, 40 testemunhas deverão ser ouvidas durante a fase de instrução.
Primeiro dia de audiência
Nesta segunda-feira (29), duas testemunhas foram ouvidas. A audiência ocorreu de forma virtual por causa do jogo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. As demais sessões estão previstas para ocorrer presencialmente.
Na fase de instrução, são produzidas as provas que servirão de base para a decisão da Justiça. Primeiro são ouvidas as testemunhas de acusação e, em seguida, as de defesa. O interrogatório do tenente-coronel está previsto para sexta-feira (3).
Ao fim da instrução, o juiz decidirá se Geraldo Leite Rosa Neto será levado a julgamento pelo Tribunal do Júri.
Decisão do STJ
Em abril, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que o caso deve ser julgado pela Justiça comum, por entender que o crime investigado não tem natureza militar.
Situação do réu
O tenente-coronel está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na Zona Norte da capital.
Sobre a vítima

Gisele Alves Santana era policial militar e deixa uma filha de sete anos.
O caso segue em andamento, e novas informações serão divulgadas assim que forem liberadas pelas autoridades competentes.








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