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Imagens periciais mostram lesão antiga e compatível com infecção óssea crônica; suspeita era de que cachorro comunitário tivesse sido agredido por adolescentes na Praia Brava

FLORIANÓPOLIS — O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) divulgou, nesta terça-feira (12), as imagens periciais do cão Orelha, tiradas antes e depois da exumação. Segundo o MP, a perícia não indicou que o cachorro tenha sido agredido. Por isso, a instituição solicitou o arquivamento do caso.

O cão comunitário Orelha morreu no início do ano em Florianópolis. A suspeita inicial era de que o animal tivesse sido agredido por quatro adolescentes na Praia Brava, no norte da ilha. No entanto, de acordo com o MP, o laudo pericial, elaborado por perito veterinário com a exumação do corpo do cão, afastou a hipótese de traumatismo recente compatível com maus-tratos.

O que diz a perícia

“O perito responsável pela exumação esclareceu que todos os ossos do animal foram examinados de forma minuciosa, sem que fosse constatada qualquer fratura ou lesão compatível com ação humana”, disse o MP em nota.

A conclusão foi que o cachorro pode ter morrido devido a uma osteomielite, uma infecção óssea grave e crônica, que pode ter sido causada por doenças periodontais avançadas.

“As imagens do crânio anexadas aos autos demonstram uma lesão profunda e antiga, com perda de pelos, descamação e inflamação compatíveis com infecção de evolução prolongada”, destaca a instituição.

Divergência de horários e falta de testemunhas

Além disso, de acordo com o Ministério Público, as imagens de câmeras de segurança que mostram os adolescentes investigados na praia não coincidem com o horário em que o cachorro estaria no mesmo local.

Por fim, a instituição destaca que não houve testemunhas que indicassem que o animal tivesse sofrido maus-tratos.

“A versão da agressão surge a partir de narrativas indiretas, baseadas em comentários de terceiros, boatos e conteúdos divulgados em redes sociais”, afirma o MP.

Repercussão

O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e na imprensa, com manifestações de protesto contra a suposta agressão ao animal. Com o pedido de arquivamento pelo Ministério Público, a investigação deve ser encerrada, a menos que novas evidências surjam.

Próximos passos

Caberá agora à Justiça decidir se acata ou não o pedido de arquivamento feito pelo MP. Os quatro adolescentes que eram investigados não foram formalmente acusados e permanecem em liberdade.

A defesa dos adolescentes não se manifestou publicamente até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.

O caso segue em análise, e novas informações serão divulgadas assim que forem liberadas pelas autoridades competentes.

Camilla Arisa Hasebe
Publicitária formada em Técnico em Informática (SENAI) e Publicidade e Propaganda com Ênfase em Marketing (UNOPAR). Transforma ideias em soluções criativas que unem design, estratégia e inovação digital. Une o raciocínio lógico à sensibilidade criativa para desenvolver projetos.

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