Vilmeci Passarinho, conhecida como Tia Vil, relatou a dificuldade de reviver os acontecimentos durante depoimento; acusado teria outras vítimas

ATENÇÃO: a matéria a seguir contém relatos sensíveis de abuso sexual e violência, podendo causar gatilhos. Se você é vítima desse tipo de crime ou conhece alguém nessa situação, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.
SÃO PAULO — A ex-babá dos filhos de Virginia Fonseca e Zé Felipe, Vilmeci Passarinho, conhecida como Tia Vil, voltou às redes sociais nesta segunda-feira (11) para falar sobre a audiência do homem acusado de abusar de sua filha, Helena. A técnica de enfermagem relatou a dificuldade de reviver os acontecimentos durante o procedimento jurídico.
“Estou saindo aqui do fórum. Hoje foi a audiência da Helena. Saindo daqui com a sensação de dever cumprido. Foi muito doloroso reviver tudo isso, falar sobre! E eu espero que a Justiça agora faça a sua parte. E que esse abusador seja preso, porque tem trazido tanto sofrimento para nossa família”, iniciou Vilmeci.
Outras vítimas
A ex-babá revelou ainda que o acusado teria feito outras vítimas. “Inclusive, tem mais vítimas. E eu creio que a Justiça seja feita”, finalizou.
O caso foi denunciado por Vilmeci em março deste ano. Na ocasião, ela contou que a situação já estava sendo investigada e afirmou que decidiu tornar o assunto público para conscientizar sobre a importância de ouvir as crianças.
“Quando uma criança fala, ela precisa ser ouvida. Falar sobre isso é muito difícil, dói, mas eu senti que precisava usar minha voz”, declarou à época.
Saída da família de Virginia
Na mesma ocasião, Vilmeci anunciou que deixaria os cuidados com os três filhos dos famosos — Maria Alice, Maria Flor e José Leonardo — para se dedicar à causa e ao apoio à filha. A ex-babá recebeu apoio de Virginia Fonseca, Margareth Serrão (mãe de Virginia), Poliana Rocha (mãe de Zé Felipe) e outros famosos.
Próximos passos da investigação
A Justiça ainda não se manifestou sobre o pedido de prisão do acusado. Não há informações sobre a identidade do suspeito nem sobre o andamento do processo criminal. A defesa do acusado não foi localizada para comentar o caso até o momento.
Como denunciar
A Central de Atendimento à Mulher — Ligue 180 — funciona 24 horas por dia em todo o país e no exterior. O serviço oferece orientação especializada e encaminhamento para serviços de proteção e atendimento psicológico. Também há atendimento pelo WhatsApp (61) 99656-5008.
Vítimas de abuso sexual podem procurar qualquer hospital com atendimento de ginecologia e obstetrícia para receber medicação preventiva contra infecções sexualmente transmissíveis, atendimento psicológico e, nos casos previstos em lei, realizar interrupção legal da gestação.
Não é necessário registrar boletim de ocorrência para receber atendimento médico e psicológico no sistema público de saúde. No entanto, o exame de corpo de delito depende do registro policial. Esse exame pode ser realizado posteriormente, mas é recomendado que seja feito o mais próximo possível do momento da violência, para preservar provas.
O caso segue em andamento, e novas informações serão divulgadas assim que forem liberadas pelas autoridades competentes.








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