Vítimas, de 40 a 50 anos, foram “sequestradas emocionalmente” pela golpista, que fará 38 anos na quarta-feira (10); ela foi indiciada por falsa identidade e estelionato

JOINVILLE (SC) — O casal que “adotou” a mulher que fingia ter 12 anos em Joinville tem idade próxima à da suspeita. As vítimas têm entre 40 e 50 anos e foram “sequestradas emocionalmente” pela golpista de 37 anos, segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso. Na quarta-feira (10), Amanda Maria Souza de Oliveira fará 38 anos.
A farsa foi descoberta na terça-feira (2), quando ela foi presa em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Na sexta-feira (5), a Polícia Civil a indiciou por falsa identidade e estelionato. O advogado Rafael Luiz Siewert, defensor público nomeado pela Justiça para a suspeita, informou que ela vai passar por exames de sanidade mental.
Acolhida pelo casal
Amanda Maria viveu por 14 meses como filha adotiva da família em Joinville após conhecer as vítimas ao procurar uma igreja e relatar ter fugido do Pará por sofrer maus-tratos. A investigação apontou que a mulher é natural do Ceará e que o relato é semelhante ao feito em outros estados onde cometeu o mesmo golpe.
Conforme o delegado, além da família que a acolheu em casa, o pastor e a comunidade foram vítimas do golpe, pois se sensibilizaram no início do ano passado para tentar encontrar um lugar para ela ficar.
Além de uma festa de aniversário de 12 anos, ela ganhou remédio para emagrecer, um quarto com decorações e brinquedos infantis.
“Ela conseguiu sequestrar emocionalmente a família. Era uma família com boa situação financeira, então ela levava uma vida de adolescente muito boa. Durante o período em que estava com a família, ela não recebia dinheiro diretamente, mas tudo que havia de bom e do melhor ela recebia”, afirmou o delegado.
Rede de mentiras
Para sustentar o disfarce e justificar a aparência adulta, conforme a Polícia Civil, ela alegava falsamente ter autismo e outras condições clínicas. Dizia ainda que os traços adultos eram decorrentes do uso forçado de hormônios na infância, quando teria sido abusada.
A mulher também tinha comportamentos infantilizados e usava mamadeiras, chupetas e um “cheirinho” para dormir, conforme a polícia. A investigação apurou que ela forjava crises de pânico à noite, afinava a voz e simulava carência para conseguir atenção.
Descoberta do golpe
A família só procurou a polícia após uma parente suspeitar da mulher, pesquisar o caso na internet e descobrir que ela já havia cometido outros golpes semelhantes. A partir disso, a Polícia Civil identificou que a mulher é reincidente nessa modalidade de crimes, classificados como estelionato.
Pesquisas na internet
Para continuar cometendo o crime, a mulher pesquisava na internet como imitar o comportamento infantil e estudava os sinais, atitudes e reações de uma adolescente autista, revelou a nutricionista Renata Magalhães, que foi vítima do mesmo golpe no Rio de Janeiro em 2023.
A nutricionista contou ainda que presenciou Amanda vomitar agulhas em diversas ocasiões. “Ela vomitava a agulha. Vomitou na minha frente. É uma coisa bizarra. Tenho visto muita gente rindo e fazendo piada na internet, mas ela é uma estelionatária, uma narcisista, uma mulher perigosa. É uma pessoa que vestiu um personagem e criou uma narrativa”, desabafou Renata.
Confissão e outros estados
Em depoimento à polícia, Amanda confessou que, além de Joinville, aplicou o mesmo golpe em Curitiba (PR), Nova Iguaçu (RJ), além dos estados de Minas Gerais, Goiás e Ceará. Em Santa Catarina, a polícia investiga outros dois casos em Florianópolis e Chapecó.
Exames
A defesa da suspeita informou que ela vai passar por exames de sanidade mental. O caso segue em andamento, e novas informações serão divulgadas assim que forem liberadas pelas autoridades competentes.
Aqui está a matéria completa, reformulada em formato jornalístico profissional, sem menção ao g1 e afiliadas, pronta para publicação em seu jornal:
Vítimas, de 40 a 50 anos, foram “sequestradas emocionalmente” pela golpista, que fará 38 anos na quarta-feira (10); ela foi indiciada por falsa identidade e estelionato
JOINVILLE (SC) — O casal que “adotou” a mulher que fingia ter 12 anos em Joinville tem idade próxima à da suspeita. As vítimas têm entre 40 e 50 anos e foram “sequestradas emocionalmente” pela golpista de 37 anos, segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso. Na quarta-feira (10), Amanda Maria Souza de Oliveira fará 38 anos.
A farsa foi descoberta na terça-feira (2), quando ela foi presa em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Na sexta-feira (5), a Polícia Civil a indiciou por falsa identidade e estelionato. O advogado Rafael Luiz Siewert, defensor público nomeado pela Justiça para a suspeita, informou que ela vai passar por exames de sanidade mental.
Acolhida pelo casal
Amanda Maria viveu por 14 meses como filha adotiva da família em Joinville após conhecer as vítimas ao procurar uma igreja e relatar ter fugido do Pará por sofrer maus-tratos. A investigação apontou que a mulher é natural do Ceará e que o relato é semelhante ao feito em outros estados onde cometeu o mesmo golpe.
Conforme o delegado, além da família que a acolheu em casa, o pastor e a comunidade foram vítimas do golpe, pois se sensibilizaram no início do ano passado para tentar encontrar um lugar para ela ficar.
Além de uma festa de aniversário de 12 anos, ela ganhou remédio para emagrecer, um quarto com decorações e brinquedos infantis.
“Ela conseguiu sequestrar emocionalmente a família. Era uma família com boa situação financeira, então ela levava uma vida de adolescente muito boa. Durante o período em que estava com a família, ela não recebia dinheiro diretamente, mas tudo que havia de bom e do melhor ela recebia”, afirmou o delegado.
Rede de mentiras
Para sustentar o disfarce e justificar a aparência adulta, conforme a Polícia Civil, ela alegava falsamente ter autismo e outras condições clínicas. Dizia ainda que os traços adultos eram decorrentes do uso forçado de hormônios na infância, quando teria sido abusada.
A mulher também tinha comportamentos infantilizados e usava mamadeiras, chupetas e um “cheirinho” para dormir, conforme a polícia. A investigação apurou que ela forjava crises de pânico à noite, afinava a voz e simulava carência para conseguir atenção.
Descoberta do golpe
A família só procurou a polícia após uma parente suspeitar da mulher, pesquisar o caso na internet e descobrir que ela já havia cometido outros golpes semelhantes. A partir disso, a Polícia Civil identificou que a mulher é reincidente nessa modalidade de crimes, classificados como estelionato.
Pesquisas na internet
Para continuar cometendo o crime, a mulher pesquisava na internet como imitar o comportamento infantil e estudava os sinais, atitudes e reações de uma adolescente autista, revelou a nutricionista Renata Magalhães, que foi vítima do mesmo golpe no Rio de Janeiro em 2023.
A nutricionista contou ainda que presenciou Amanda vomitar agulhas em diversas ocasiões. “Ela vomitava a agulha. Vomitou na minha frente. É uma coisa bizarra. Tenho visto muita gente rindo e fazendo piada na internet, mas ela é uma estelionatária, uma narcisista, uma mulher perigosa. É uma pessoa que vestiu um personagem e criou uma narrativa”, desabafou Renata.
Confissão e outros estados
Em depoimento à polícia, Amanda confessou que, além de Joinville, aplicou o mesmo golpe em Curitiba (PR), Nova Iguaçu (RJ), além dos estados de Minas Gerais, Goiás e Ceará. Em Santa Catarina, a polícia investiga outros dois casos em Florianópolis e Chapecó.
Exames
A defesa da suspeita informou que ela vai passar por exames de sanidade mental. O caso segue em andamento, e novas informações serão divulgadas assim que forem liberadas pelas autoridades competentes.








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