Corpo de Alcides Martins Ribeiro Filho, do TRF-2, foi localizado sem sinais aparentes de violência; magistrado estava afastado das funções desde maio de 2025 sob suspeita de violência doméstica

RIO DE JANEIRO — A Polícia Civil do Rio informou nesta terça-feira (19) que encontrou o corpo do juiz federal Alcides Martins Ribeiro Filho, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), desaparecido havia mais de um mês. O cadáver foi localizado nos arredores da Vista Chinesa, mirante turístico na zona sul da capital fluminense.
Policiais civis da Delegacia de Descoberta de Paradeiros e agentes do Corpo de Bombeiros participaram das buscas. A Delegacia de Homicídios da Capital realizou perícia no local. Segundo a polícia, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal sem sinais aparentes de violência. As circunstâncias da morte ainda são investigadas.
O que diz o TRF-2
O TRF-2 divulgou uma nota pública em que afirma, “com profundo pesar”, que o corpo encontrado no Parque Nacional da Tijuca apresenta indícios de ser do magistrado desaparecido desde 14 de abril. O tribunal informou, porém, que ainda aguardava o reconhecimento oficial da identidade pelas autoridades competentes.
“Assim que a identificação for formalmente concluída pelas autoridades competentes, novas informações serão comunicadas por este Tribunal”, afirmou a corte.
Em nome dos magistrados e servidores do tribunal, o presidente do TRF-2, desembargador federal Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, manifestou solidariedade aos familiares e amigos do juiz.
O desaparecimento
O desaparecimento de Alcides foi revelado pela imprensa no último dia 10 e confirmado pela polícia. Segundo as investigações, o magistrado foi visto pela última vez em 14 de abril, após sacar R$ 1.000 e embarcar em um táxi. De acordo com a apuração, ele teria informado ao motorista que seguiria para a Vista Chinesa. Desde então, não havia sido mais localizado.
Afastamento e investigações
O juiz estava afastado das funções desde maio do ano passado por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), sob suspeita de violência doméstica, resistência à prisão, lesão corporal contra policiais e abuso de autoridade.
Ele foi detido após vizinhos acionarem a polícia por suspeita de agressão contra a mulher. Segundo a investigação, Alcides resistiu à prisão e precisou ser algemado pelos agentes. Os processos envolvendo o magistrado no CNJ e no Superior Tribunal de Justiça (STJ) tramitam sob sigilo.
À época do afastamento, a defesa do juiz negou que ele tivesse praticado qualquer ato violento contra a mulher, policiais ou outras pessoas. Também afirmou que as acusações seriam esclarecidas ao longo do processo legal.
Próximos passos
A perícia no local e os exames no IML devem determinar a causa da morte e esclarecer as circunstâncias do desaparecimento e do falecimento do magistrado. As investigações seguem sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Capital.
O caso segue em andamento, e novas informações serão divulgadas assim que forem liberadas pelas autoridades competentes.








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