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Em meio ao aumento das críticas de líderes europeus à política externa dos Estados Unidos, uma publicação feita pelo perfil oficial da Secretaria de Trabalho americana nas redes sociais chamou atenção nesta semana. O órgão compartilhou uma versão antiga da bandeira dos EUA, anterior à Guerra Civil, acompanhada de uma mensagem com forte tom patriótico.

A imagem divulgada é conhecida como bandeira de Betsy Ross, um dos primeiros símbolos nacionais do país. Ela traz 13 estrelas brancas organizadas em círculo sobre um fundo azul, representando as 13 colônias que deram origem aos Estados Unidos no século XVIII, durante o processo de independência.

Bandeira publicada pela Secretaria do Trabalho dos EUA. — Foto: Reprodução/X
Bandeira publicada pela Secretaria do Trabalho dos EUA Foto ReproduçãoX

A postagem veio acompanhada da frase: “O patriotismo vai prevalecer. América em primeiro lugar. Sempre.”

A expressão “America First” é amplamente associada ao movimento político ligado ao ex-presidente Donald Trump e ao slogan do MAGA, defendendo a prioridade absoluta dos interesses americanos sobre acordos e alianças internacionais. Embora a bandeira tenha origem histórica ligada à Revolução Americana, nos últimos anos ela passou a ser adotada também por grupos conservadores e nacionalistas.

O gesto acontece em um cenário de atritos diplomáticos entre os Estados Unidos e países da Europa. Líderes europeus vêm criticando decisões recentes do governo americano, apontando um afastamento de compromissos internacionais e de antigos aliados.

Nesta quinta-feira, o presidente da França, Emmanuel Macron, fez duras declarações ao abordar o atual papel dos EUA no cenário global. “Os Estados Unidos são uma potência consolidada, mas estão se distanciando progressivamente de alguns de seus aliados e desrespeitando as normas internacionais que ainda promoviam até recentemente”, afirmou.

Macron falou durante seu discurso anual aos embaixadores franceses, em um contexto marcado por ações recentes dos EUA, como o ataque à Venezuela, a captura de Nicolás Maduro e declarações envolvendo uma possível anexação da Groenlândia. O presidente francês também criticou o enfraquecimento das instituições multilaterais e alertou para um mundo cada vez mais dominado por grandes potências.

“As instituições multilaterais funcionam de forma cada vez pior. Estamos evoluindo para um mundo de grandes potências com uma verdadeira tentação de dividir o mundo”, disse Macron, acrescentando que “rejeita o novo colonialismo, o novo imperialismo”.

A publicação da bandeira histórica, somada ao discurso nacionalista, reforça o clima de tensão internacional e amplia o debate sobre o rumo da política externa dos Estados Unidos.

Mariana Neves Barabás
Radialista recém formada em Rádio, TV e Internet pela Anhembi Morumbi. Apaixonada por comunicação e produção de conteúdo de qualidade.

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