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Jovem foi mantida em cativeiro por um dia e meio em área de mata em Itatira; suspeito, de 24 anos, tinha antecedentes criminais

ITATIRA (CE) — O homem suspeito de agredir e sequestrar uma adolescente de 17 anos na zona rural de Itatira, no interior do Ceará, foi encontrado morto na noite de terça-feira (28). A informação foi confirmada pela Polícia Civil, que investiga possível conexão entre as agressões e a morte do suspeito.

O homem, de 24 anos, estava foragido desde que a adolescente foi resgatada. Ele já respondia por homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico e dois registros por organização criminosa.

O sequestro

Na madrugada de domingo (26), vizinhos ouviram a jovem sendo agredida e pedindo socorro. Segundo a irmã da vítima, as agressões começaram por uma crise de ciúmes do namorado. A jovem foi atacada com facadas, socos e pauladas em várias partes do corpo, tendo o rosto desfigurado.

Ao chegarem à casa, vizinhos encontraram muito sangue, mas o casal não estava no local. A polícia e a população iniciaram buscas pela jovem no município.

A adolescente passou um dia e meio em cativeiro em uma região de mata de Itatira. Nesta segunda (27), a família recebeu a informação de que uma moto, reconhecida como a do suspeito, foi abandonada na localidade de Poço Verde. A vítima estava sendo mantida em cativeiro na mata daquela região.

O resgate

Segundo o relato da adolescente à irmã, o agressor percebeu a movimentação de policiais e populares que os procuravam. A família acredita que, por isso, ele decidiu liberá-la.

“O que ela conseguiu relatar é que o tempo todo ele estava dentro do mato com ela. Que ele viu a polícia, que ele viu todo mundo procurando. Aí, ele se deu conta que estava ficando uma situação grave”, disse a irmã.

O suspeito estava com o celular da vítima e o manteve desligado para evitar rastreamento. Ele só ligou o aparelho quando percebeu o aumento das buscas.

Ameaças durante ligação

A irmã da vítima conseguiu falar com o agressor por telefone. “Eu perguntei para ele o que ele tinha feito com a minha irmã, pedi para ele devolver a minha irmã viva ou morta. A princípio, a gente já esperava o pior”, comentou.

“Ele falou para mim que ia matar ela, que ia terminar de matar ela. Ele foi bem debochado a todo momento. Ele riu da situação, fez pouco caso”, relatou.

Na ligação, o suspeito colocou a vítima para falar com a irmã, mas, devido aos ferimentos no rosto, a jovem mal conseguia se comunicar. Após as ameaças, ele indicou um local onde a deixaria. A adolescente foi encontrada por um morador, e o suspeito fugiu.

Histórico de violência

A adolescente conheceu o suspeito no começo de 2025 e já havia sido agredida por ele em março do mesmo ano. Na época, segundo a irmã, ela foi impedida de sair de casa por três dias, até que as marcas da agressão diminuíssem.

Após o primeiro episódio de violência, a família se mudou para Sorocaba (SP). Seis meses depois, a adolescente pediu para voltar ao Ceará, alegando saudades da avó e das amigas. Ao retornar, no entanto, ela reatou o relacionamento e passou a morar com o agressor.

Investigação

A Polícia Civil informou que investiga “a possibilidade de conexão entre as agressões sofridas pela adolescente com a morte do homem, de 24 anos, suspeito de ter cometido os crimes contra ela”. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) também investiga o envolvimento de outro homem no crime.

O suspeito foi encontrado morto na noite de terça-feira (28). As circunstâncias da morte não foram divulgadas pelas autoridades. A Polícia Civil não informou se há suspeitos ou se a morte foi acidental, suicídio ou homicídio.

O caso segue em andamento, e novas informações serão divulgadas assim que forem liberadas pelas autoridades competentes.

Camilla Arisa Hasebe
Publicitária formada em Técnico em Informática (SENAI) e Publicidade e Propaganda com Ênfase em Marketing (UNOPAR). Transforma ideias em soluções criativas que unem design, estratégia e inovação digital. Une o raciocínio lógico à sensibilidade criativa para desenvolver projetos.

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