Em coluna contundente, o jornalista e escritor Mario Sabino defende que a saída do ministro Alexandre de Moraes do STF é uma demanda popular e não pode ser trocada por anistia a Jair Bolsonaro ou por promessas de reforma do Judiciário. Ele critica o que chama de “balões de ensaio” lançados para contornar o processo.
Por Redação do Diário do Povo
São Paulo, 12 de outubro de 2026 – Em uma análise publicada neste domingo (12), o jornalista e escritor Mario Sabino defendeu que o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes é uma exigência de milhões de eleitores brasileiros. Segundo ele, a permanência do magistrado no tribunal é “mais danosa do que a de outros ministros” e a ação para retirá-lo do cargo deve ser tratada como prioridade.
Críticas aos “Balões de Ensaio”
Sabino alerta para o que classifica como tentativas de contornar o processo de impeachment por meio de “balões de ensaio” lançados na imprensa. Ele afirma que o país “já não suporta mais um tribunal que extravasa o seu leito constitucional” e que a medida exemplar a ser tomada com urgência é tirar Moraes do STF.
“Os balões de ensaio lançados no sentido de substituir o impeachment do interlocutor de Daniel Vorcaro por iniciativas reformistas do Judiciário devem ser abatidos. As duas coisas não são excludentes. São complementares”, escreveu.
Anistia e Impunidade
O colunista também critica a possibilidade de se trocar a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro e aos implicados nos atos de 8 de janeiro pela impunidade do ministro. Para ele, essa troca é “impensável” e carece de legitimidade.
“Para além da ilegitimidade intrínseca a esse escambo, a liberdade do ex-presidente e de partidários seus é prioridade de bolsonaristas, não da maior parte dos que decidiram votar na oposição a Lula”, argumenta.
Sabino também rebate o argumento de que um eventual governo de Flávio Bolsonaro seria prejudicado pelo impeachment de Moraes. Ele classifica essa tese como “vento”, afirmando que um governo com “bancada forte” terá condições de implementar pautas econômicas independentemente do processo.
Ameaça ao Legislativo
O jornalista conclui sua análise afirmando que, para o Brasil sair do “mau caminho”, o STF não pode continuar a ter uma “agenda de chantagem” contra o Legislativo. Ele cita especificamente os processos contra deputados e senadores em tramitação no tribunal como exemplo dessa dinâmica.
“Brasília gosta de passar a ideia de que é irresponsabilidade fazer a coisa certa. Irresponsável é trair a vontade dos milhões de eleitores que votaram massivamente em senadores que prometeram não medir esforços para retirar do STF um ministro que ultrapassou todos os limites éticos”, finaliza.









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