A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) agiu rápido e prendeu em flagrante, na manhã desta sexta-feira (17), um homem de 60 anos suspeito de assassinar um casal a tiros em um condomínio na região da Ponte Alta Norte, no Gama. O crime chocou os moradores do condomínio Bosque Imperial, onde os corpos foram localizados. Uma arma de fogo pertencente ao suspeito foi apreendida pela polícia e passará por perícia técnica.
As vítimas foram identificadas como Rayane Lins Farias Campos, de 38 anos, e Leonardo de Oliveira Campos, de 42 anos. Eles não residiam no local e estavam prestando serviços de limpeza em um lote no momento em que foram mortos. Rayane era servidora pública e atuava como coordenadora do Cadastro Único (CadÚnico) no município de Santo Antônio do Descoberto (GO), que decretou luto oficial. O casal deixa uma filha.
O duplo homicídio começou a ser desvendado após o pai de uma das vítimas notar o sumiço do casal. Ao ir até a propriedade onde eles trabalhavam, ele encontrou os corpos em meio ao mato alto do lote e acionou imediatamente as forças de segurança.
A operação para capturar o suspeito, identificado como Evandro Gabriel Ferreira, exigiu uma grande mobilização policial, incluindo o apoio de atiradores de elite da Polícia Militar, já que o homem estaria em surto e armado. Após horas de negociação na rua do condomínio — que chegou a ser isolada para garantir a segurança dos moradores — , o suspeito foi detido sem novos incidentes.
De acordo com o delegado Paulo Fortini, chefe da 20ª Delegacia de Polícia (Gama), responsável pela investigação, o suspeito é vizinho do lote onde o crime aconteceu e possui um longo histórico de desavenças e conflitos com moradores da região.
As investigações apontam que a periculosidade do suspeito já era de conhecimento das autoridades. Evandro acumula passagens pela polícia desde 2008 por crimes graves, que incluem:
- Ameaças;
- Ocorrências enquadradas na Lei Maria da Penha (violência doméstica);
- Porte ilegal de arma de fogo;
- Tentativa de homicídio e outra acusação de homicídio consumado.
A Polícia Civil confirmou que o suspeito possuía uma arma registrada em seu nome, mas a perícia do Instituto de Criminalística ainda vai determinar se o armamento apreendido foi o mesmo utilizado para efetuar os disparos contra Rayane e Leonardo.
Embora a principal linha de investigação aponte para uma desavença entre vizinhos agravada por conflitos locais, a polícia não descarta outras hipóteses para desvendar a exata dinâmica e a motivação por trás do crime brutal. O acusado permanece detido e à disposição da Justiça do Distrito Federal.









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