Influenciadora e advogada foi presa por suspeita de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC; ela reiterou inocência e disse ser vítima de perseguição

SÃO PAULO — Deolane Bezerra se manifestou publicamente pela primeira vez desde que foi presa, na última quinta-feira (21), por suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Em uma carta aberta divulgada nesta terça-feira (26) pela irmã, a também advogada Dayanne Bezerra, a influenciadora afirmou que “nunca fez parte do crime organizado” e reiterou sua inocência.
“Bom dia, Brasil, de novo! Mais uma vez a mãe está enjaulada por pura perseguição e por ser formadora de opinião. Isso já dura mais de cinco anos, afinal, até pela morte do Kevin eu fui acusada”, iniciou Deolane na carta, que foi ditada à irmã durante uma visita.
Indignação com o processo
No texto, a influenciadora e advogada expressou sua indignação com o atual processo. Ela afirmou que está presa por uma quantia de R$ 24.500, referente a honorários advocatícios recebidos à época, e não por envolvimento com a transportadora mencionada no inquérito.
“Nunca fiz parte do crime organizado. Reitero a minha inocência e deixo claro que estou presa pela quantia de R$ 24.500 (valor de honorários que recebi na época como advogada). Valor depositado em minha conta em espécie, e não pela transportadora mencionada no inquérito. Não sou eu que estou afirmando isso, essa informação está no próprio inquérito. Peço para ser ouvida, assim como foi pedido no momento da prisão”, declarou.
Ela acrescentou: “Além do mais, desde o ano de 2022 venho sendo citada em reportagens midiáticas com tons ameaçadores e em momento algum fui chamada para prestar esclarecimentos sobre esse caso.”
Sem direito de fala
A influenciadora ainda ressaltou que foi presa sem ter o direito de fala. “Minha vida é pública, meu endereço é público. Nunca fui ouvida em mais de quatro anos, mas fui acordada com um fuzil apontado para o meu rosto na minha casa e presa sem ter a oportunidade de esclarecer os fatos”, disse.
Sobre a informação de que teria 37 empresas em seu nome, Deolane classificou como mentira. “É mentira que tenho 37 empresas em meu nome. Uma mentira que pode ser facilmente comprovada em uma simples pesquisa na junta comercial, uma mentira que se tornou verdade de tantas vezes que foi repetida. Foi advogada atuante em centenas de processos e nunca sequer estive presente na Penitenciária de Presidente Venceslau”, garantiu.
“Não sou e nunca fui bandida”
Deolane também pontuou que já disse muitos “nãos” para manter seus princípios e ética. “Não sou e nunca fui bandida! Sou mãe, sou empresária, sou advogada. Uma nordestina que venceu na vida pelo próprio suor. Que segue de cabeça erguida acreditando na Justiça”, reforçou.
A influenciadora concluiu a carta pedindo apoio: “Conto com as orações e o apoio de quem sempre esteve comigo. Mais uma vez, vocês não irão se arrepender. Um beijo a todos! Fé, já estou por aí esperando a próxima injustiça a ser combatida. Vocês não soltem a minha mão, não, viu? Deolane Bezerra.”
Prisão
Deolane Bezerra está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, desde a última quinta-feira (21). A influenciadora é investigada em um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o PCC. A defesa da influenciadora não se manifestou publicamente sobre a carta aberta até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.
O caso segue em andamento, e novas informações serão divulgadas assim que forem liberadas pelas autoridades competentes.








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