Passageiro tentou abrir a porta da aeronave durante trajeto entre São Paulo e Frankfurt e foi detido ao desembarcar em Guarulhos na sexta-feira (15)

GUARULHOS (SP) — A Polícia Federal prendeu no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, um cidadão chileno suspeito de injúria racial e homofóbica contra um tripulante de um voo internacional da Latam Airlines. A prisão ocorreu na sexta-feira (15), quando o homem retornava de Frankfurt e fazia conexão no Brasil.
A Justiça Federal decretou a prisão preventiva do suspeito após a abertura de um procedimento investigativo.
O que aconteceu no voo
De acordo com a polícia, o caso aconteceu em 10 de maio, durante o voo LA8070, que fazia o trajeto entre São Paulo e Frankfurt, com escala em Santiago, no Chile.
As investigações apontam que o passageiro tentou abrir a porta da aeronave durante o voo e, ao ser contido pela tripulação, passou a fazer ofensas racistas e homofóbicas contra um dos funcionários.
As ofensas
Em um dos trechos gravados dentro da aeronave, o passageiro afirma: “Para mim, é um problema [alguém] ser gay”.
Mais adiante, após ser questionado por um comissário se outro problema é a pessoa ser preta, ele responde: “Sim, a pele negra, negra”.
E emenda: “O cheiro. O cheiro de negro, de brasileiro”.
Em outro momento, o passageiro chama o funcionário de “macaco” e imita um primata: “Você é negro, macaco, macaco”.
Durante todo o tempo, o passageiro ouviu de outras comissárias de bordo que deveria se sentar, ou o avião teria de retornar para que ele desembarcasse, mas ele não obedeceu.
O que diz a Latam
Em nota, a Latam Airlines afirmou:
“A Latam Airlines repudia veementemente qualquer prática discriminatória e violenta, incluindo crimes de racismo, xenofobia e homofobia.
A companhia colabora integralmente com a Polícia Federal no caso do passageiro que praticou violência discriminatória contra um de seus tripulantes no voo LA8070 (São Paulo-Frankfurt), de 10 de maio, e que foi detido no aeroporto de Guarulhos em 15 de maio.
A Latam esclarece ainda que presta acolhimento psicológico e suporte jurídico ao funcionário vítima dessa violência.”
Próximos passos
O cidadão chileno permanece preso à disposição da Justiça Federal. O caso segue em investigação, e novas informações serão divulgadas assim que forem liberadas pelas autoridades competentes.








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