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O shutdown nos Estados Unidos já afeta diretamente 60 mil trabalhadores da segurança aérea, incluindo controladores de voo e funcionários da TSA (Administração de Segurança nos Transportes). Sem previsão de um acordo para a liberação de financiamento, muitos desses trabalhadores estão recorrendo a economias, cartões de crédito ou buscando empregos temporários para conseguir se manter financeiramente.

Alguns empregados receberam apenas parte de seus salários, enquanto outros receberam valores simbólicos, como US$ 6,34 (aproximadamente R$ 34), o que tem gerado grande indignação entre os profissionais. A situação pode se agravar na próxima semana, quando muitos podem não receber pagamento algum.

Em meio ao impasse político que leva a paralisação, funcionários alegam que seus salários estão sendo usados como moeda de troca nas negociações. “Não há negociações de verdade acontecendo”, relatou um agente da TSA em Ohio, evidenciando a frustração com a falta de soluções concretas.

A crise também reflete no dia a dia dos trabalhadores. Em aeroportos como o de Minneapolis-St. Paul, estão sendo distribuídos alimentos não perecíveis e, se o shutdown se prolongar, almoços poderão ser fornecidos aos funcionários. No entanto, muitos enfrentam dificuldades para pagar contas básicas, como aluguel e carro, e são forçados a recorrer a empréstimos para suprir as necessidades imediatas.

Aeroporto de Miami Imagem: Giorgio VIera/AFP
Aeroporto de Miami Imagem Giorgio VIeraAFP

No Congresso, a situação continua emperrada, com os republicanos, aliados do presidente Donald Trump, controlando a maioria nas duas casas, mas precisando de sete votos democratas no Senado para aprovar o orçamento. Por outro lado, os democratas exigem a continuidade e ampliação dos subsídios de saúde do Affordable Care Act, que visa expandir o acesso a planos de saúde.

A crise já afeta não apenas os trabalhadores da segurança aérea, mas também compromete o funcionamento de diversas áreas públicas essenciais, causando incerteza e dificuldades para milhões de americanos.

Fonte: UOL
Redação Diário do Povo – conteúdo verificado e adaptado.

Mariana Pontes
Jornalista , diretora de tv, co- apresentora de rádio . paraense, sempre ligada em notícias, nos momentos de lazer fico ao lado da família.

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