O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi preso em casa na manhã deste sábado (22) e levado para a sede da Polícia Federal em Brasília. A prisão é preventiva, sem prazo determinado, e foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes após um pedido da Polícia Federal. A Procuradoria-Geral da República também concordou com a decisão. Bolsonaro tem audiência marcada para este domingo (23).
Na decisão, Moraes afirmou que havia sinais de que Bolsonaro estaria articulando uma possível fuga. Um dos pontos que chamou a atenção do ministro foi a violação da tornozeleira eletrônica, registrada por volta de meia-noite. Outro fator foi a convocação de uma vigília em frente à casa do ex-presidente feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para Moraes, o ato poderia servir como cobertura para ajudar Bolsonaro a escapar. Ele escreveu que a atitude lembrava “a repetição do modus operandi da organização criminosa liderada pelo referido réu”, levando vantagem por meio de tumultos criados por apoiadores.

Bolsonaro estava em prisão domiciliar desde agosto por tentar interferir nas investigações. Em setembro, ele foi condenado por golpe de Estado, mas ainda há prazos de recurso em andamento. Por isso, a prisão decretada neste sábado não é relacionada à pena de 27 anos e 3 meses.
O ministro também mencionou episódios anteriores envolvendo tentativas de buscar abrigo em embaixadas. Em fevereiro de 2024, Bolsonaro passou duas noites na Embaixada da Hungria após ser alvo de operação da PF. As investigações também revelaram que ele chegou a planejar ir para a Embaixada da Argentina para pedir asilo. Moraes destacou ainda que aliados como Alexandre Ramagem, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro deixaram o país recentemente, o que reforçaria o risco de fuga.
A prisão aconteceu por volta das 6h. Bolsonaro não resistiu à abordagem. Às 6h35, o comboio já havia chegado à sede da PF. Depois dos procedimentos iniciais, o ex-presidente foi levado para uma sala especial na Superintendência da PF no Distrito Federal, um espaço reservado para autoridades, com cama, mesa, banheiro privativo, frigobar e ar-condicionado. O ambiente é parecido com o que Lula ocupou na sede da PF em Curitiba entre 2018 e 2019.
A defesa afirmou que a prisão é exagerada e representa risco para a saúde de Bolsonaro. O PL também criticou a medida e disse que a decisão causa espanto. A Primeira Turma do STF vai analisar a ordem de Moraes na segunda-feira (24) para definir os próximos passos do caso.








Ele foi submetido a um processo absolutamente nulo e agora levado a prisão! E tem gente que nem deveria estar no comando de um país por crime que cometeu!