Uma grave falha nos protocolos de identificação de pacientes culminou em uma tragédia dentro de uma das unidades de saúde mais tradicionais de Campinas, no interior paulista. Uma idosa diagnosticada com câncer foi submetida por engano a um procedimento cirúrgico que estava destinado a outra pessoa internada no Hospital Beneficência Portuguesa. Três dias após a intervenção indevida, a paciente não resistiu e veio a óbito.
O erro ocorreu após a paciente ser transferida para o centro cirúrgico sem a devida checagem dos dados de pulseira e prontuário. No local, a equipe médica realizou um procedimento para a colocação de uma sonda de alimentação no estômago (gastrostomia) — intervenção prescrita para outra pessoa que estava sob os cuidados do hospital.
CONFIRMAÇÃO DA FALHA E PROTOCOLOS DE SEGURANÇA
Em nota oficial, a direção do Hospital Beneficência Portuguesa de Campinas confirmou a ocorrência e admitiu publicamente que houve uma falha humana no processo de identificação da paciente antes do envio ao centro cirúrgico. A instituição expressou pesar pelo ocorrido e informou que abriu uma sindicância interna rigorosa para apurar as responsabilidades individuais de cada profissional envolvido na cadeia de atendimento.
A segurança do paciente em ambiente hospitalar prevê a checagem dupla obrigatória de dados (nome completo, data de nascimento e número do prontuário) antes de qualquer administração de medicação ou realização de procedimentos invasivos. A quebra dessa etapa essencial está sob apuração das autoridades de fiscalização sanitária e de órgãos de classe da medicina e enfermagem.
As circunstâncias que cercam o encaminhamento indevido da idosa e as complicações de saúde que se sucederam ao procedimento cirúrgico desnecessário serão investigadas pela Polícia Civil. O objetivo da apuração é apurar eventuais crimes de negligência, imprudência ou imperícia médica e hospitalar.
O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames necroscópicos que determinarão a causa exata da morte e se a intervenção cirúrgica indevida acelerou ou causou diretamente o óbito da paciente. Até o momento, a família da vítima e o hospital não divulgaram novas informações sobre velório e sepultamento.









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